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FANTASMA URBANO
Há um homem atrás do manto negro
Síntese equilibrada de um desequilíbrio
Escatofilia
Atrás do manto, sentimentos
Cicatrizes ainda mais obscuras que sua tosca imagem
O homem mascarado jaz no chão
Pessoa cuja realidade podre e atroz é mostrada a todos
Sua vida dói mais do que a morte
Ninguém quer conhecê-la
Na falta de sonhos, masturbação mental
O homem solitário tem milhões de companheiros
Ainda assim, a solidão é seu fetiche
Anestesiante, quase confortante
Seu alucinógeno é não olhar para a anomalia ao lado
Um ser distante
Sempre presente
Que finge nada notar
O cavaleiro negro é um herói calado
Mente em putrefação
Feridas curadas no esgoto
Junto das fezes da desilusão
(Isabela Alzuguir)
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